Trump critica oposição nos EUA contrária aos centros de dados
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou, nesta segunda-feira (31), os críticos à construção de centros de dados para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e afirmou que a China "não poderia estar mais feliz" com a crescente desaprovação.
Estes estabelecimentos, que têm alta demanda energética, se tornaram um assunto polêmico às vésperas das cruciais eleições de meio de mandato em novembro, gerando indignação tanto em democratas quanto em republicanos devido ao elevado custo da eletricidade e ao barulho produzido por estes centros.
"A única razão pela qual as comunidades de todos os Estados Unidos não deveriam querer centros de dados é se quiserem acabar ficando atrasadas e pobres", escreveu Trump em uma publicação em sua plataforma, Truth Social.
"Se querem ser bem-sucedidas e ricas, com impostos muito baixos e trabalho em todo lugar, deixem os centros de dados reinarem", disse, acrescentando que "se matarmos a galinha dos ovos de ouro, a culpa será só de vocês".
Candidatos americanos em pelo menos 21 disputas em 18 estados veicularam anúncios na televisão em que mencionam os centros de dados, segundo informações de marketing citadas por veículos de imprensa dos Estados Unidos, quase igualmente divididos entre os dois partidos.
Mas reportagens sugeriram que a China também estaria buscando promover a oposição aos data centers. Um comitê do Congresso exigiu uma investigação a esse respeito.
Trump, que receberá o presidente chinês, Xi Jinping, na Casa Branca em setembro, não reproduziu estas acusações, mas disse que Pequim estaria muito satisfeita com a situação.
"Os chineses não poderiam estar mais felizes com esse movimento contra centros de dados. Aliás, eles não conseguem acreditar que isso esteja acontecendo!", afirmou Trump.
A China está prestes a quase dobrar sua capacidade de centros de dados nos próximos cinco anos, à medida que a corrida da IA com os Estados Unidos se intensifica.
(D.Lewis--TAG)