Presidente da Disney fala sobre onda de demissões: "Temos que sobreviver"
A presidente da Walt Disney Company, Dana Walden, falou nesta quinta-feira (1º) sobre as demissões na empresa e afirmou que uma reestruturação constante é necessária para a sobrevivência da indústria.
"É extremamente doloroso", descreveu Dana, na conferência Bloomberg Screentime, em Los Angeles.
A empresa vem realizando cortes de funcionários nos últimos anos. Segundo veículos especializados, cerca de mil empregados deixaram a Disney em abril, após a chegada de seu novo CEO, Josh D'Amaro.
Dana explicou que a onda mais recente fez parte de um programa de desligamento voluntário que deu a um grupo de executivos "a oportunidade de decidir se era o momento adequado para sair ou permanecer, cientes de que essa evolução nunca vai parar".
Em entrevista a Lucas Shaw, editor da Bloomberg, Dana ressaltou que reestruturações são esperadas nesse tipo de indústria. "A tecnologia colocou nosso negócio na mira e temos que sobreviver, prosperar e crescer. Assim como todos os nossos concorrentes que estão em situação semelhante, e, certamente, todos os nossos concorrentes na indústria tecnológica, há uma necessidade constante de avaliar como você está estruturado."
- Kimmel -
Shaw também perguntou sobre o futuro do humorista e apresentador de TV Jimmy Kimmel, um crítico do presidente Donald Trump. Seu programa de variedades saiu brevemente do ar em 2025, após um comentário relacionado ao assassinato de Charlie Kirk, aliado de Trump.
Em maio, a comissão reguladora de telecomunicações dos Estados Unidos ordenou uma revisão antecipada da licença da emissora ABC - que pertence à Disney e exibe o programa de Kimmel -, após Trump exigir a demissão do humorista devido a uma piada que envolvia a primeira-dama.
"A verdade é que é uma faixa horária muito difícil, o que não quer dizer que Jimmy não esteja fazendo um trabalho fenomenal e que seus índices de audiência não tenham aumentado. Mas aumentaram em relação a uma audiência menor, que assiste a programas noturnos na TV aberta", disse a presidente da Disney.
Dana reconheceu que Kimmel acumula milhões de visualizações no YouTube, mas disse que "não é uma oportunidade lucrativa para um programa de entrevistas de alto nível".
"Gosto muito do Jimmy, temos uma grande amizade. Ele é próximo de várias pessoas da Disney e estamos tentando encontrar uma solução e entender: o que Jimmy quer? O que é o certo a fazer? O que é o certo para o nosso negócio?", comentou Dana.
A conferência Bloomberg Screentime, realizada anualmente no estado americano da Califórnia, é considerada o ponto de encontro entre o entretenimento e o capital. A programação inclui o ator e cineasta Ben Affleck, o comediante Conan O'Brien e a presidente da NBCUniversal Entertainment, Donna Langley, entre outros.
(S.Perez--TAG)