Burnham vai propor 'diferentes opções' para as relações entre Reino Unido e UE
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou nesta terça-feira (29) em Liverpool, durante o congresso anual do Partido Trabalhista, que apresentará "diferentes opções" para as relações com a União Europeia (UE) e considerou que "o Brexit causou mais prejuízos do que benefícios".
Burnham disse que apresentará essas alternativas durante uma cúpula entre o Reino Unido e a UE ainda este ano, ainda sem data definitiva. Inicialmente, a reunião estava prevista para 22 de julho, mas foi adiada após a troca de primeiro-ministro em junho, quando o trabalhista Keir Starmer deixou o poder.
"O Brexit causou mais prejuízos do que benefícios. Precisamos recuperar um nível maior de crescimento e prosperidade para o Reino Unido", declarou Burnham.
O referendo de 2016 sobre a saída do Reino Unido da UE provocou "uma década de baixo crescimento que nos deixou em uma posição mais fraca", afirmou.
O primeiro-ministro sustentou que "o controle da imigração se enfraqueceu quando perdemos a colaboração com nossos parceiros europeus".
Burnham, que assumiu o poder como líder trabalhista e primeiro-ministro após a renúncia de Starmer, comprometeu-se a apresentar propostas para a relação de longo prazo do Reino Unido com a UE.
"Aproveitarei a oportunidade oferecida pela cúpula (UE-Reino Unido) para expor ao país o que considero serem as diferentes opções para a relação de longo prazo com nossos parceiros europeus", afirmou.
"Há diferentes opções. E verei se podemos chegar a um consenso em torno de uma delas, que nos dê clareza sobre nossa posição e sobre o futuro do continente em que vivemos", explicou.
Burnham também se comprometeu a aumentar o controle público sobre a moradia, a água e a energia e prometeu reverter décadas de privatizações.
"O Reino Unido segue há muito tempo pelo caminho errado", afirmou aos delegados do partido. Segundo Burnham, a desindustrialização, a desregulamentação, a austeridade, o Brexit e outros fatores "deixaram as pessoas desprotegidas".
Pela proposta, o benefício aumentaria a cada ano pelo maior dos dois índices: a inflação ou 2,5%. Assim, o reajuste deixaria de estar vinculado aos salários.
A aposentadoria "manterá seu valor em relação à renda ao longo do tempo, de modo que os aposentados continuarão a compartilhar a crescente prosperidade da nação", assegurou.
(L.Thomas--TAG)