Lula defende filho e promete não interferir em investigação da Polícia Federal
Em sabatina na TV Globo, Lula disse que as suspeitas sobre Fábio Luís Lula da Silva se baseiam em ilações, mas afirmou que qualquer ilícito deve ser punido.
O presidente e candidato à reeleição afirmou em 27 de agosto que não trocará delegados nem interferirá na Polícia Federal. Disse não conhecer a lobista Roberta Luchsinger e classificou como errado o recebimento de recursos e joias por Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, seu ex-chefe de gabinete. Segundo Lula, Marcola recebeu R$ 249 mil e deve responder se tiver cometido irregularidades.
Lula também defendeu a presunção de inocência do senador Jaques Wagner, investigado por suspeita de favorecer o banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal apura suposto recebimento de um imóvel de R$ 2,5 milhões e propinas que somariam R$ 3,5 milhões por meio de empresa ligada a familiar do senador. O presidente disse acreditar na honestidade do aliado até que haja prova em contrário.
Questionado sobre fraudes no INSS, Lula afirmou que o governo buscou prender responsáveis e ressarcir beneficiários. Disse ainda que a fila do instituto estava em 251 mil pessoas e que pretendia anunciar sua normalização na semana seguinte. Também defendeu a manutenção de relações políticas com Carlos Lupi enquanto o ex-ministro não for condenado.
Na área fiscal, o presidente rejeitou a avaliação de insustentabilidade da dívida, que atingiu 81,9% do PIB em junho, e projetou superávit primário de 0,1% do PIB em 2026. Sobre segurança, propôs um Ministério da Segurança Pública caso a PEC da Segurança seja aprovada e defendeu cooperação entre União e municípios contra o crime organizado.
Lula descartou vender os Correios, que registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro semestre de 2026. Afirmou que a estatal precisa se adaptar à concorrência, reduzir despesas e executar seu plano de reestruturação, que prevê fechamento de agências e programa de demissão voluntária.
(B.Ramirez--TAG)